Análise: Assassins Creed Shadows

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Assassin’s Creed Shadows é o mais recente capítulo da aclamada franquia Assassin’s Creed da Ubisoft. Com uma nova abordagem de gameplay, mais imersão histórica e uma trama que promete cativar tanto fãs antigos quanto novatos, o jogo chega como um marco para a série. Contudo, é possível que o legado da franquia sofra um impacto significativo devido ao contexto atual da Ubisoft, que enfrenta diversas críticas. Como será que Shadows se comporta, considerando todos esses aspectos? Vamos analisar em detalhes.

História do Jogo: O Segredo das Sombras

O Assassin’s Creed Shadows se passa no Japão feudal, mais precisamente no final do período Sengoku (1467-1600), um dos momentos mais turbulentos da história japonesa. Nesse período, o Japão estava mergulhado em disputas constantes entre senhores feudais, conhecidos como daimiô, pelo controle territorial. Mas em meio ao caos, três grandes líderes se destacaram, e o mais importante deles, para a trama de Shadows, é Oda Nobunaga, um dos generais mais inovadores e brutais de sua época. Ele utilizou estratégias militares avançadas, incluindo armas de fogo trazidas pelos portugueses, e tentou expandir seu domínio sobre o Japão.

Em 1581, Nobunaga ordenou a invasão de Iga, uma província famosa por abrigar um clã de ninjas, exterminando boa parte dos guerreiros da região. Esse evento é crucial para a história do jogo, e um dos protagonistas, Naoe, está diretamente envolvida nessa tragédia. Oda Nobunaga também é uma figura fundamental, pois sua morte, em 1582, após ser traído por um de seus generais, é outro ponto chave na trama.

Agora, falando sobre os protagonistas de Assassin’s Creed Shadows, o jogo traz dois personagens principais com histórias de vida intensamente ligadas a esse período histórico: Naoe, uma ninja da província de Iga, e Yasuke, um escravo africano trazido ao Japão pelos portugueses. Ambos têm laços profundos com Oda Nobunaga, mas suas trajetórias vão se entrelaçar de maneira dramática à medida que o jogo se desenrola.

Naoe, filha do lendário Fujibayashi Nagato, líder dos ninjas de Iga, foi treinada desde pequena para ser uma assassina e espiã. Sua vida muda drasticamente quando Oda Nobunaga destrói sua província e mata seu pai. Com sede de vingança, ela decide se aliar aos Assassinos e lutar contra aqueles que destruíram sua vida, descobrindo que a queda de Iga pode estar relacionada a uma conspiração muito maior, envolvendo a Ordem dos Templários, que buscavam controlar o Japão.

Por outro lado, Yasuke é um personagem inspirado em uma figura histórica real. Ele foi um escravo africano que chegou ao Japão no século XVI com missionários portugueses. Oda Nobunaga, impressionado com sua força e habilidades de combate, o treinou para se tornar um dos seus samurais. No entanto, conforme o jogo avança, Yasuke começa a questionar a moralidade do regime que defende e percebe que há algo de muito suspeito nas alianças de Nobunaga, envolvendo figuras ligadas aos Templários. Ao longo da história, ele se aproxima dos Assassinos, enxergando neles uma causa maior, além de buscar justiça para o povo japonês.

O grande atrativo de Assassin’s Creed Shadows é a forma como essas duas histórias se entrelaçam, com Naoe e Yasuke inicialmente em lados opostos, mas eventualmente forçados a unir forças contra um inimigo em comum: a influência dos Templários, que vêem a unificação do Japão como uma chance de estabelecer uma ordem absoluta sob seu controle. O choque entre a visão de honra e lealdade dos samurais de Yasuke e a agilidade furtiva e letal dos ninjas de Naoe traz uma dinâmica única para o jogo.

Além disso, o jogo explora as diferenças culturais e os métodos de combate dos dois grupos. Os ninjas, ou shinobis, são mestres da furtividade, espionagem e guerra psicológica. Eles utilizam técnicas de disfarce, explosivos, armadilhas e armas como shurikens e kunais. Já os samurais seguem o código de conduta do bushido, com ênfase na lealdade, honra e disciplina. Yasuke, como um samurai, é mais resistente e focado no combate direto, enquanto Naoe, com sua formação ninja, usa de agilidade e técnicas de furtividade para eliminar seus inimigos.

Ambos os protagonistas, ao longo da história, percebem que sua luta é maior do que a vingança pessoal ou a lealdade ao seu mestre. Eles se tornam peças chave na guerra secreta entre Assassinos e Templários, onde o destino do Japão e sua unificação estão em jogo.

Gameplay: As Diferenças de Jogabilidade Entre Naoe e Yasuke

Uma das principais inovações de Assassin’s Creed Shadows é a possibilidade de jogar com dois protagonistas distintos: Naoe e Yasuke. Ambos têm estilos de combate e habilidades únicas, o que proporciona uma experiência diferenciada durante o gameplay, além de alterar a abordagem das missões e desafios dentro do jogo.

Naoe: A Arte da Estratégia e da Stealth

Naoe é um mestre das sombras, utilizando furtividade e estratégia para lidar com seus inimigos. Sua jogabilidade é baseada em movimentos rápidos e silenciosos, permitindo ao jogador infiltrar-se em áreas protegidas e eliminar inimigos de maneira discreta. Ela é especializada em ataques furtivos, podendo usar seu ambiente para se esconder e surpreender os inimigos.

  • Estilo de combate: Naoe é focado em ataques rápidos e precisos, com ênfase em eliminar os adversários sem ser detectado. Suas habilidades permitem que ela se mova rapidamente pelas sombras, tornando-o mais eficaz em missões de espionagem.

  • Habilidades especiais: Sua habilidade de “desaparecer nas sombras” permite que ele se misture ao ambiente, ficando invisível por um tempo limitado. Isso é ideal para escapar de situações complicadas ou para atacar inimigos sem ser visto.

Yasuke: O Guerreiro de Força Bruta e Combate Direto

Yasuke, por outro lado, adota uma abordagem mais direta e agressiva. Conhecido por sua força impressionante e resistência, ele é o tipo de guerreiro que prefere enfrentar seus inimigos de frente, usando uma combinação de ataques poderosos e técnicas de combate corpo a corpo.

  • Estilo de combate: Yasuke é mais robusto e pesado, com um foco em ataques brutais e combos devastadores. Sua habilidade de derrubar múltiplos inimigos de uma só vez é um dos destaques de sua gameplay, sendo ideal para aqueles que preferem um combate mais visceral.

  • Habilidades especiais: Yasuke possui habilidades que aumentam sua resistência e força, como um “rage mode” que aumenta temporariamente seu poder de ataque, permitindo-lhe derrubar inimigos com mais facilidade. Além disso, sua resistência a danos é superior à de Naoe, o que faz dele uma escolha mais eficaz em batalhas prolongadas.

Comparação Entre Naoe e Yasuke: Estilos de Jogo e Estratégia

  • Movimento e Agilidade: Naoe é mais ágil, focando em movimentação rápida e evasiva. Isso permite ao jogador controlar melhor o ritmo das missões e escolher quando e onde atacar. Yasuke, por outro lado, é mais lento, mas sua resistência e força compensa a falta de agilidade, tornando-o ideal para jogadores que preferem entrar em combate direto.

  • Combate Corpo a Corpo vs. Furtividade: Naoe se destaca em combate furtivo, sendo mais eficaz em situações que exigem discrição. Já Yasuke é o antítese disso, preferindo o confronto direto e utilizando sua força para abater adversários rapidamente.

  • A Abordagem das Missões: Enquanto Naoe pode ser usado em missões que exigem sigilo, Yasuke é mais indicado para aquelas que envolvem grandes batalhas ou confrontos com múltiplos inimigos. A escolha entre os dois personagens depende do estilo de jogo preferido pelo jogador.

Em resumo, Assassin’s Creed Shadows oferece uma gameplay variada e dinâmica, permitindo aos jogadores escolher entre dois estilos de combate distintos. Naoe é perfeito para os fãs de furtividade e estratégia, enquanto Yasuke atende melhor aos jogadores que preferem a ação direta e o combate explosivo. Ambas as abordagens têm seu charme, e a alternância entre os dois personagens oferece uma experiência rica e diversificada, que mantém o jogo interessante e desafiador.

Detalhes Gráficos

A Ubisoft, como sempre, fez um trabalho impressionante ao recriar o Japão feudal, com detalhes minuciosos nas cidades, nos campos de batalha e nas interações sociais. Isso, sem dúvida, cria uma imersão profunda para os jogadores que apreciam o realismo histórico.

No PlayStation 5, que foi onde joguei, Assassin’s Creed Shadows brilha em todos os aspectos gráficos. As paisagens do Japão feudal são deslumbrantes, com detalhes impressionantes que capturam tanto a grandiosidade das cidades quanto a serenidade das áreas rurais. As luzes, sombras e a simulação do clima contribuem para uma atmosfera envolvente, dando uma sensação de estar realmente vivendo no período histórico.

A animação dos personagens e a fluidez das lutas, que são um destaque do gameplay, são executadas com precisão. O PS5, com seu poder de processamento, consegue entregar uma experiência visual impressionante, mantendo uma taxa de quadros estável, mesmo nas cenas de ação mais intensas.

Uma das adições mais inovadoras em Assassin’s Creed Shadows é a implementação de ciclos de estações no mundo aberto. Esse novo recurso estabelece uma dinâmica inédita para a franquia, alterando a progressão do jogo, as interações e até as rotas de infiltração dos personagens.

Cada estação do ano – primavera, verão, outono e inverno – influencia diretamente o ambiente e as atividades disponíveis. Por exemplo, durante o inverno, certas áreas podem ficar inacessíveis devido ao clima severo, enquanto no verão, novas rotas podem ser abertas, permitindo ao jogador explorar lugares que antes estavam bloqueados. As mudanças sazonais também impactam missões secundárias, que podem sofrer modificações dependendo da estação em que são ativadas. Isso adiciona uma camada de estratégia e autenticidade, tornando cada jogada única.

A Ubisoft caprichou no design artístico, com uma paleta de cores que vai do cinza das cidades à vivacidade das paisagens naturais. O jogo apresenta uma estética cinematográfica, com uma direção de arte que vai ao encontro do estilo japonês tradicional, mas também apresenta influências ocidentais que tornam a experiência ainda mais única.

Desempenho: O Poder do PS5

Em termos de desempenho, Assassin’s Creed Shadows se destaca. O PlayStation 5, com sua capacidade de carregar texturas rapidamente e suportar a taxa de quadros elevada, garante uma experiência quase sem interrupções. Em relação à fluidez, o jogo roda de forma muito estável, com uma taxa de 60 FPS consistente na maior parte do tempo, mesmo nas áreas mais exigentes do jogo. Em alguns pontos como no esconderijo temos uma queda de frame bem acentuada o que gera um desconforto toda vez que visitamos a área. Digamos que em 80% do jogo eu não notei nenhum problema de quadro.

Porém, mesmo com o desempenho geral impressionante, tivemos alguns pequenos bugs em momentos de transição de cenas ou mudanças de ambiente. Nada que realmente interfira na experiência, mas é algo que a Ubisoft poderia corrigir com atualizações.

Conforme mencionado anteriormente, utilizamos para a análise o Playstation 5 no modo desempenho que conta com resolução de 2160p com upscaling, 60 FPS, Ray Tracing Seletivo

O Atual Momento da Ubisoft: A Sombra da Crise

Em um contexto onde a Ubisoft enfrenta críticas recorrentes sobre a qualidade de seus jogos, o lançamento de Assassin’s Creed Shadows carrega uma grande responsabilidade. A desenvolvedora tem sido alvo de críticas por bugs recorrentes, microtransações e por um modelo de negócios que muitos consideram extrair demais do jogador.

A polêmica recente envolvendo Assassin’s Creed e os métodos de monetização da Ubisoft impacta a recepção deste título. O jogo, em sua essência, ainda segue a fórmula tradicional da franquia, mas muitos se questionam se isso é suficiente diante das mudanças no mercado de jogos.

Para um fã fiel da franquia, Shadows é um jogo que agrada, mas não tem o mesmo impacto que títulos anteriores, como Assassin’s Creed II ou Black Flag. A tentativa de modernizar certos aspectos, gerou críticas, e embora o jogo traga uma experiência sólida, ele não escapa das comparações com as falhas passadas da desenvolvedora.

Trilha Sonora: A Música das Sombras

A trilha sonora de Assassin’s Creed Shadows é, sem dúvida, um dos seus maiores pontos fortes. Composta por uma mistura de instrumentos tradicionais japoneses e orquestrações épicas, a música do jogo complementa perfeitamente a ação e a narrativa. A melodia que acompanha os momentos de tensão nas batalhas ou durante as investigações históricas ajuda a manter o jogador imerso.

Em certos momentos, a música se torna quase um personagem à parte, dando o tom para cada situação, seja ela uma batalha intensa ou um momento de introspecção do protagonista. A trilha não é só um fundo sonoro; ela é uma extensão da história, envolvente e dinâmica.

Conclusão: Vale a Pena?

Assassin’s Creed Shadows é um jogo que, apesar de algumas falhas, como a abordagem histórica questionável em alguns aspectos, oferece uma experiência sólida e envolvente. A história, a imersão no Japão feudal e a qualidade técnica são seus pontos fortes. Para os fãs da franquia e do gênero, vale a pena mergulhar nesse mundo sombrio, onde as sombras guardam segredos capazes de mudar a história.

Se você procura um jogo de ação e aventura com uma rica ambientação histórica, lutas empolgantes e uma narrativa intrigante, Assassin’s Creed Shadows é uma excelente opção. Contudo, se você se incomoda com a falta de inovação em alguns aspectos, talvez seja melhor esperar por uma atualização ou ver como o jogo evolui com o tempo.

Nota Promotec Games: 80

Pontos Positivos

  • Inovação na Gameplay
  • Recriação histórica do Japão Feudal
  • Personagens bem carismáticos

Pontos Negativos

  • Fórmula Ubisoft batida
  • Excesso de missões no mapa
  • Estrutura de missões confusas no inicio do jogo

Allan Oliveira
Allan Oliveira

Apaixonado pela cultura geek, principalmente joguinhos. Administrador, marketeiro e muito fã de The Witcher 3, Bloodborne e Zelda BOTW.

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